Saiba quando será o lançamento do Mounjaro no Brasil e a previsão de valores

Nova opção na saúde! O Mounjaro chega ao Brasil para tratar diabetes tipo 2 e promete revolucionar o emagrecimento. Rival do Ozempic com dupla ação!

O mercado farmacêutico brasileiro se prepara para um lançamento que promete agitar o tratamento de diabetes tipo 2 e gerar um impacto significativo na abordagem da obesidade. O medicamento Mounjaro, produzido pela gigante Eli Lilly, tem data marcada para chegar às farmácias do país: 7 de junho. A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu em setembro de 2023, mas a alta demanda global retardou a disponibilização do produto no Brasil.

A promessa da tirzepatida: um duplo agonista em ação

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, uma substância inovadora que pertence à classe dos análogos de GLP-1. No entanto, o grande diferencial deste medicamento reside em sua capacidade de atuar não apenas nos receptores do GLP-1, mas também nos receptores do GIP, tornando-o um duplo agonista. Essa dupla ação é o que impulsiona os resultados promissores observados em estudos clínicos.

Pesquisas indicam que a combinação da ação nos receptores de GLP-1 e GIP pode levar a uma perda de peso mais expressiva em comparação com a semaglutida, o princípio ativo de medicamentos já consagrados como Ozempic e Wegovy. Em testes clínicos, participantes que utilizaram tirzepatida experimentaram uma perda de peso média de 22,8 kg, enquanto o grupo que utilizou semaglutida apresentou uma redução de cerca de 15 kg. Essa diferença notável rendeu ao Mounjaro o apelido de “King Kong dos medicamentos para emagrecimento” pelo Wall Street Journal.

Mounjaro versus Ozempic e Wegovy: entendendo as diferenças e o mercado

A chegada do Mounjaro ao Brasil intensifica a concorrência no mercado de medicamentos injetáveis semanais para o controle da glicose e do peso, tendo como principal concorrente a semaglutida, da Novo Nordisk, presente no Ozempic e no Wegovy. É importante compreender que, assim como o Ozempic, o Mounjaro é inicialmente indicado para o tratamento de diabetes tipo 2. A Eli Lilly já submeteu à Anvisa o pedido de aprovação para o uso do Mounjaro também no tratamento da obesidade. Por outro lado, o Wegovy é especificamente direcionado para pacientes com obesidade.

acessórios para atividade física
Wegovy, Ozempic e Mounjaro: Remédios para Diabetes e Obesidade em Destaque

Esses medicamentos geralmente são prescritos quando mudanças no estilo de vida e tratamentos iniciais com outros fármacos para diabetes se mostram insuficientes. A expectativa da classe médica em relação à tirzepatida é alta, baseada nos resultados de pesquisas e no uso em outros países que demonstram sua potência no controle da glicemia e na perda de peso.

Preço e disponibilidade: o acesso ao tratamento

O Mounjaro será comercializado no Brasil em canetas injetáveis para aplicação semanal. O preço máximo ao consumidor estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) é de R$ 3.791 por caixa para um mês de tratamento, considerando os impostos de São Paulo. No entanto, o preço final pode variar entre as farmácias. Para efeito de comparação, o Ozempic tem um custo que varia entre R$ 1.000 e R$ 1.300, e o Wegovy, entre R$ 1.230 e R$ 2.370. O preço do Mounjaro, portanto, se posiciona em um patamar significativamente mais elevado.

O Mounjaro estará disponível em seis versões, com doses que variam de 2,5 mg a 15 mg de tirzepatida. Essa variedade de dosagens visa permitir a personalização do tratamento e o ajuste da dose de acordo com a resposta de cada paciente.

O uso off-label e a cultura do emagrecimento rápido

Antes mesmo de seu lançamento oficial no Brasil, o Mounjaro já havia ganhado notoriedade pelo seu uso off-label para emagrecimento. O termo “off-label” se refere à utilização de um medicamento para uma finalidade diferente daquela para a qual foi originalmente aprovado. A busca por “atalhos químicos” para a perda de peso, impulsionada pela cultura do emagrecimento rápido e pela influência das redes sociais, tem levado pessoas a utilizar o Mounjaro com o objetivo principal de melhorar a estética, muitas vezes sem a devida orientação médica.

Personalidades públicas, como o bilionário Elon Musk e artistas como Wesley Safadão e Jojo Todynho, relataram o uso de medicamentos como o Mounjaro para emagrecimento. No entanto, especialistas alertam que resultados de terceiros não devem ser o único parâmetro para a decisão de utilizar um medicamento. É fundamental o acompanhamento médico regular, considerando a possibilidade de efeitos colaterais, como náuseas, vômito e diarreia, que, embora geralmente administráveis, podem ocorrer.

Segurança e eficácia: o que dizem os estudos

O lançamento do Mounjaro no Brasil é respaldado por um extenso conjunto de dez estudos clínicos que envolveram mais de 19.000 pessoas com diabetes tipo 2 em todo o mundo, incluindo cerca de 1.500 voluntários no Brasil. Esses estudos demonstraram que pacientes com diabetes em uso de Mounjaro apresentaram níveis de hemoglobina glicada muito próximos aos de pessoas sem a doença.

Outros ensaios clínicos se concentraram nos efeitos do Mounjaro no emagrecimento, concluindo que as canetas de aplicação semanal da Eli Lilly são seguras e eficazes tanto no contexto do diabetes quanto no da obesidade. A tirzepatida se destaca como a primeira medicação de uma classe terapêutica inédita: os duplos agonistas, que potencializam a ação ao mimetizar dois hormônios naturais do corpo.

Ponderações importantes: não é uma fórmula mágica

Apesar do entusiasmo em torno do Mounjaro, especialistas reforçam que ele não deve ser encarado como uma fórmula milagrosa contra doenças crônicas como diabetes e obesidade. Essas condições exigem ajustes no estilo de vida e acompanhamento médico contínuo. Estudos têm mostrado que a interrupção do tratamento com essa nova geração de medicamentos pode levar ao reganho de peso, o que ressalta o caráter crônico dessas condições.

A preocupação com a segurança também é crucial. No período entre a aprovação do medicamento pela Anvisa e o anúncio do lançamento, houve um aumento na oferta de tirzepatida manipulada, sem o devido controle de qualidade. Entidades médicas alertam para os riscos dessa prática, enfatizando a importância de os pacientes utilizarem a medicação de origem conhecida e armazenada adequadamente.

Perspectivas futuras: mais opções e acesso

A expectativa é que a família de medicamentos como Mounjaro e Ozempic continue a crescer. A queda da patente da semaglutida está prevista para 2026, o que pode abrir espaço para versões genéricas. Além disso, outras empresas farmacêuticas estão desenvolvendo medicamentos semelhantes, como os dois produtos à base de liraglutida para diabetes e obesidade que a EMS planeja lançar ainda este ano.

O aumento da oferta de tratamentos é visto como positivo, especialmente diante da dificuldade de controlar a glicemia e o peso apenas com mudanças no estilo de vida e dos desafios de acesso a essas medicações, que atualmente são caras e não estão disponíveis na rede pública. A expectativa é que, com o tempo, esses tratamentos se tornem mais acessíveis à população, contribuindo para o enfrentamento da epidemia de obesidade e suas complicações metabólicas. A chegada do Mounjaro representa, sem dúvida, um avanço significativo na terapêutica do diabetes tipo 2 e da obesidade, oferecendo uma nova e potente ferramenta para médicos e pacientes.

Fontes: Conselho Federal de Farmácia; Veja

Últimos posts

CATEGORIAS

INSTAGRAM